Eu me importo, até demais.

1 de jan. de 2011

Feliz ano novo.

Não queria desejar a ninguem isso, já que ninguem deseja para mim. Eu queria ficar na minha, assim, bem do jeito que estou. Sinto saudades das velhas tardes que eu passava sentada na janela. Eu observa a paissagem, os pássaros, as pessoas vivendo suas vidas mediocres. Ah, era tão bom. Somente eu, eu e meu cigarro, eu e meu livro e as vezes, eu e meu vinho. Não que vinho seja minha bebida favorita, eu gosto. Como adoro cerveja, martine e drinks. Mas agora, nessa momento, eu só tenho o vinho e o cigarro ao meu lado. Até meu livro já me esqueceu. Acabei de me queimar com meu próprio vicio. Ah, quem liga? Eu não.
Eu penso no meu futuro sabe... Qual faculdade? E será que eu chegarei a fazer uma? Na minha mente já passou medicina, publicidade, administração, engenharia, direito, moda.. Até escritora eu já pensei em ser. Mas não vejo possibilidade de fazer isso, até porque eu não escrevo bem, e eu reconheço isso. Um conto, talvez. Um texto pequeno até vai. Mais um livro? É exigir demais. Eu amo fotografia, queria poder ser fotografa. Pena que é um emprego incerto. Se eu me casar um dia e meu marido tiver uma profissão estável, eu sigo meus sonhos. Se não, eu faço minha carreiga.
Estranho, mas eu sempre penso em casar. Estou muito dividida entre ficar sozinha e me apaixonar milhares de vezes ou casar e ter aquela pessoa pelo resto da vida. Bem, vou dar o meu melhor para que qualquer um dos dois aconteça. Mas já falo logo, meio termo para mim não existe e nunca existirá. Sou uma das poucas que conseguem se apaixonar milhares de vezes pelo mesmo homem/mulher ou por muitas pessoas ao mesmo tempo. É, eu admito. Sou carente. Só não entendo sobre o que. Eu tenho minha mãe que me ama, tenho verdadeiros amigos, não muitos mais tenho. Tenho pessoas que morreriam por mim até. Mas minha relação de amor mais próxima é a com o meu cachorro. Claro que eu morro de amores por pessoas, mas essas relações não duram muito. Eu morreria pela minha mãe e ela por mim, é claro, mas só ela não é o suficiente. Amor de mãe/filha é diferente. Eu preciso, preciso daquilo mais.
Eu não tenho desejos sexuais estranhos, na verdade os meus maiores desejos estranhos não estão acordados. Ah, eu tenho medo de desperta-los e viver uma vida de fugitiva. Igual ao filme, sabe? Eu posso não ter feito ainda nada pra machucar ninguem, mas tenho medo de que algum dia isso vá acontecer. Muito medo.

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