Eu me importo, até demais.

30 de nov. de 2015

Alheios

Agora eu entendo o que é amar realmente, não é uma coisa ruim. Não é a dor e nem as lágrimas, não é aquela vontade proibida de ter e não poder. Amar é desejar ter a pessoa a todos os minutos que você passa sem ela. Por isso existe a palavra saudade, temos saudades do que não está presente. Eu posso ter amado outras vezes, mas nada comparado a isso eu acho. Antes eu sentia aquela vontade louca de estar, mas via ao mesmo tempo o sofrimento e sendo estranho de dizer ou não, eu gostava. Hoje eu não preciso ver aquele medo em meus olhos, eu só vejo esperança e ela é a última que morre. Quero passar aqueles momentos lindos contigo. Seja ele sem muita importância ou não, são momentos contigo. Um beijo dado na estação do metrô, um abraço de alívio e outro prevendo as saudades. São momentos que pretendo guardar pra sempre, mesmo ainda não tendo acontecido.
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Não é o computador que me estressa, me faz chorar e me deixa alegre... São as pessoas. Uma máquina não é capaz de mostrar sentimentos, nem de causar brigas ou amor. Através dele eu conheço pessoas e elas sim, elas são capazes de trazer tudo quanto é tipo de sentimentos estando longe ou não... São pessoas. De perto ou de longe, acho que não tem como comparar o real e a esperança, mas que os dois fazem falta e são capazes de machucar. Ficar sem sair ou ficar sem o computador, isso me faz pensar. Porém não é melhor, a nem um pouco... Apenas dá uma vontade maior ainda de sair e poder entrar. A saudade é a coisa que mais está presente. Sentir falta é bom as vezes, mas é angustiante ficar sem. A saudade é uma maneira de enxergarmos o quanto as pessoas significam para nós, assim como a música. A música te faz lembrar daqueles momentos, daquelas palavras e risos bobos. Quando a pessoa não significa nada, não se tens momentos...Seja eles bons ou ruins, às vezes são poucos mais são momentos. Se torna cada dia seu diferente e cheio de esperança. Nenhum dia é igual ao outro, assim como nem sempre estamos a fim de ser melosos ou de sermos atacados. Eu posso querer brincar, como posso querer amar. Com alguém amado ao lado, se tem os dois.
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Cadê aquela qualidade de textos que antes eu tinha? Cadê a inspiração me fazendo escrever coisas bonitas que dá orgulho de ler? Se eu precisasse escrever todos os dias da minha vida algo bom de se ler, estaria muito ferrada. Nem sempre existe clima ou situação sobre o que escrever. Ou se fala de seus problemas, ou de seus amores e sentimentos ou se fala suas opiniões. Quem consegue fugir desses padrões se torna admirável. O amor e os problemas são diferentes para cada um, mas às vezes nos identificamos com outra pessoa por esses fatores. Descrever como é o vento batendo em seu rosto, o cheirinho de chuva na terra ou apenas aquele dia perfeito. São essas coisas que todos temos em comum. Quem consegue escrever sobre temas assim, consegue o que quiser.
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Ela toca em meu rádio durante horas e me aparece um brilho oculto nos olhos, me causa pensamentos proibidos e vontades que consigo controlar quando tenho vontade.
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Uma boa música é reconhecida quando ela nos faz lembrar momentos nunca acontecidos, mas de grande desejo.
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Enquanto eu a observo, noto pequenas porém grandes mudanças em seu corpo e jeito de ser. Sua mente borbulha de ideias novas e diferentes opniões são formadas a todo instante. Dentro do seu peito, consigo ouvir de longe, um coração acelerado enquanto me aproximo. A ponta de meus dedos deslisa sobre sua face durante uma simples conversa sobre os pontinhos rosados que surgem quando sorri. Vi meu olhos nos reflexos dos dela e não consegui respirar direito depois disso... Notei que era eu que estava cheio de adrenalina e ela era apenas uma menina-mulher em formação. Nossos dedos entrelaçados como se nada mais importasse, não deixava chamar atenção na diferença de idade. Ainda pequena, mas tão madura. Seus pensamentos de mulher e vontades de menina, ela era perfeita... E era minha.

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