19 de fev. de 2011
Eu posso tentar sorrir, mostrar que estou bem e que você não me faz falta. É impossível negar, não para mim. Estranho como consigo te odiar e te amar ao mesmo tempo, só não sei qual sentimento é maior. Acho que irei descobrir em breve. Apenas 3 horas que estou longe de ti e já sinto como se fosse um ano. Não quero, não posso e não consigo mais. Simplesmente não vejo sentido para nada, comer, acordar.. Viver?! Você já tomou uma parte da minha vida, da minha rotina e que não sei ainda como preenche-lá. Não será com bebidas e cigarros, muito menos com drogas. Não é disso que preciso, eu preciso de um amor. Um alguém que me deixe bem, me faça sorrir e seje quente. Sabe, seu abraço. Aquele que me dava ao dormimos e só acaba quando acordávamos. É, foram dias lindos. Acabou, infelizmente, não há mais volta. Se eu voltasse ao começo, faria tudo exactamente igual. Até meus erros, meus choros e tudo mais. Só mudaria uma coisa: Aproveitaria melhor cada momento contigo. Só agora que vejo que os desperdicei demais. Um segundo agora para mim, me faria feliz por uns bons anos. Tento me ocupar, tirar você dá minha cabeça. Se me distraio por um minuto, meu mundo desaba. Todo o progresso se perde e tenho que recomeçar tudo de novo. É um mal porém necessário. Sinto um frio dentro de mim, como se uma corrente de ar atravessasse meu corpo. Não vou dizer que você tirou um pedaço de mim, mas sim que eu deixei um com você. De próposito mesmo, para dar a desculpa de precisar retornar. Quando eu poderei ter meu beijo de volta? Meu abraço? Meu amor? Até minha sogra, minha doce e querida sogra. Ah, como eu sentirei saudades de tudo isso. Fazer planos contigo sobre o futuro, o nosso futuro. Escolher os nomes dos nossos filhos, coisas bobas sabe? Mas que são tão memóraveis que me dá uma nostalgia gostosa. Preciso segurar meus dedos e parar de mandar mensagens para ti, não vai mudar em nada e eu estou apenas me constrangendo. É, eu sei. Mas é inevitável. A vida que eu tive ai, contigo, é bem melhor do que a minha realidade cotidiana. Perco meus medos, minhas tristezas e só consigo me lembrar de algo... Estou num lugar bom, um lugar que eu posso chamar de felicidade. Brincadeiras que antes tanto me animavam agora são só infantilidades. Por que tudo isso? Não quero crescer, quero continuar a mesma pessoa alegre e criança nos momentos certos que sempre fui. Quero minhas brincadeiras idiotas de volta, quero meu sorriso. Meu riso, minha alegria... Quero você, acima de tudo.
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